Saudades

Antes que o sono eterno me roube,
Desejo viajar ao meu subconsciente
Para descobrir se posso ainda amar,
Amar quem me amar não soube.
Se por ventura, novamente apedrejado,
Mesmo que os anos me trouxerem rugas,
Mesmo que curvado num velho cajado,
Eu esqueceria os anos...
Esqueceria ainda mais, as minhas fugas.
E se na cultura do lirismo, brotasse a flor,
Se a fonte calma jorrasse o amor
Aí, esqueceria os meus enganos.


Porém, se este sono vir eternamente,
Será para apagar a imagem tão pura,
Que de ti guardo com loucura.
E já o meu corpo inerte e frio,
Sobre o aroma do perfume que exala,
Sobre lágrimas e clamor a fio,
Entre velas e castiçais na sala,
Aguardará simplesmente a hora.
Hora última de ir me embora.


(João E. Sá)

Comentários

  1. Anónimo21:56

    OLá Maria. Vim retribuir a visita ao meu blog. :) E deparei-me com este poema sobre a saudade, muito bom. Resolvi deixar aqui o meu comentário. Quanto à música no meu blog, eu gosto imenso daquela música, mas nem todos podemos gostar do mesmo, não é? ;) :)) Convido-te a regressar e daqui a alguns dias, ouvirás uma música diferente, já que eu estou em constante mudança. :))) BjitosAnjo Do Sol
    (http://mywords.blogs.sapo.pt)
    (mailto:anjodosol@sapo.pt)

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  2. Anónimo15:56

    Muito legal seu blog... Me faz uma visitinha pra dizer o que achou do meu...
    Bjins...Vanessa
    (http://www.vanemusicanomos.blogs.sapo.pt)
    (mailto:wanessah@sapo.pt)

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